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Quem pode atender meu parto?




Já é consenso no movimento de humanização ao parto que quem faz o parto é a mulher. Mas você sabe quem está habilitada por formação profissional e de forma legal para atender parto e prestar assistência a mãe e bebê?


Médico (a)


Graduação em Medicina. Na teoria qualquer médico pode atender parto e durante a faculdade, os acadêmicos de medicina estagiam em maternidades. Aqueles que optam por se especializar, passam pela residência em Ginecologia e Obstetrícia, onde tradicionalmente o foco da formação é a patologia e procedimentos de alta complexidade.


Enfermeira Obstetra


Graduação em Enfermagem e pós-graduação em Obstetrícia através de especialização ou residência. Enfermeiras sem especialização podem atender partos desde que inseridas em equipes de saúde.


Obstetriz


Graduação em Obstetrícia. Curso oferecido no Brasil exclusivamente na USP. Forma profissionais para trabalhar na área da saúde da mulher, especialmente no pré-natal, parto normal e pós-parto. Regulamentada pelo COFEN conjuntamente com a Enfermagem Obstétrica.


Enfermeiras obstetras e obstetrizes podem atuar nos hospitais e domicílios em gestações e partos de risco habitual e em equipe multidisciplinar hospitalar nas gestações e partos de alto risco. Sua formação é voltada para processos fisiológicos e por consequência, menos intervencionista.


A assistência pelas profissionais citadas é respaldada legalmente e academicamente.

Em algumas instituições públicas ou privadas, onde enfermeiras obstetras atuam na assistência direta ao parto, é possível solicitar o atendimento dessas profissionais através do plano de parto.



Muitas pessoas questionam sobre a presença médica no parto domiciliar, porém em gestações de risco habitual, que é o caso dos partos em casa, usualmente a assistência é realizada por enfermeiras obstetras/parteiras, não havendo a necessidade de assistência médica. Em locais com atenção baseada em evidência e comumente fora do Brasil, a atenção médica ao ciclo gravídico puerperal normalmente está ligada às gestações de alto risco, sendo intra hospitalar. Vale ressaltar que as instituições médicas do RS não permitem a participação de seus profissionais na atenção extra hospitalar, diferente de outros estados do Brasil.


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